GOIÁS (N. 360) Preservação da Biodiversidade da Fundação Portal do Pantanal - Painel do Paim

segunda-feira, 3 de julho de 2017

MP-GO apura se Rocha Loures foi privilegiado ao receber tornozeleira eletrônica

Órgão quer saber de onde veio ordem para liberar equipamento para o preso, enquanto há falta no estado. Aparelho foi cedido pela SSPAP de Goiás no sábado (1º).


O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) instaurou um inquérito para apurar se o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) foi privilegiado ao receber uma tornozeleira eletrônica do estado. O equipamento foi cedido pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás (SSPAP) no último sábado (1º), em Goiânia.

O promotor Fernando Krebs afirma que quer saber de onde veio a ordem para que o equipamento fosse liberado por isso abriu o procedimento. Segundo ele, faltam equipamentos para atender todos os detentos do estado que deveriam ser colocados em liberdade.

“Nós estamos instaurando inquérito civil para apurar porque este preso foi beneficiado enquanto para os nossos faltam tornozeleiras. Se estivesse sobrando tornozeleira até se admitiria, um pedido de socorro, entregar. O problema é que está faltando aqui”, disse em entrevista à TV Anhanguera.
Rocha Loures estava preso desde o dia 3 de junho, quando foi flagrado pela PF recebendo uma mala, em São Paulo, com R$ 500 mil que, segundo delatores da JBS, eram dinheiro de propina. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin mandou soltá-lo, mediante o monitoramento, mas a Polícia Federal disse não ter o dispositivo disponível, por isso, a tornozeleira foi cedida por Goiás.

O Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) informou à TV Anhanguera, por meio de nota, que também “instaurou procedimento para apurar os fatos que levaram o custodiado Rodrigo Rocha Loures a receber tornozeleira eletrônica, possivelmente desrespeitando lista de espera”.
Ainda conforme o texto, “foram expedidos ofícios à PF [Polícia Federal] em Brasília e à Secretaria de Segurança Pública de Goiás para que respondam, em 10 dias, sobre o suposto déficit do equipamento citado e, se realmente há a lista de espera, qual a fundamentação para que o ex-deputado o tenha recebido de imediato”.

A Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap), da SSPAP, disse, também por meio de nota, que “Goiás e DF trabalham em parceria em diversas circunstâncias e, sempre que é preciso, cooperam entre si”.

MP-GO apura se Rodrigo Rocha Loures foi privilegiado ao receber tornozeleira eletrônica (Foto: André Dusek / Estadão Conteúdo)

Possível benefício
O promotor Marcelo Celestino, responsável pelos assuntos relacionados à segurança pública, também acredita que o ex-deputado foi beneficiado ao receber o equipamento. Segundo ele informou em entrevista à TV Anhanguera, 18 comarcas de Goiás têm pedidos de tornozeleiras à SSPAP.
“Ele [Loures] deveria aguardar na prisão, enquanto o Distrito Federal ou a União tiver essa disponibilidade para atender todas aquelas demandas numa ordem cronológica, sem ter nenhum tratamento desigual”, afirmou.

Prisão domiciliar
Após Rocha Loures deixar a Polícia Federal, o advogado dele, Cezar Bitencourt, avaliou à TV Globo que "foi feita justiça" porque, na visão da defesa, não havia necessidade da prisão.
Pela decisão do ministro Edson Fachin, Rocha Loures:
·                   Deverá permanecer em casa à noite (das 20h às 6h), nos finais de semana e em feriados, fiscalizado por monitoramento eletrônico (tornozeleira);
·                   Não poderá ter contato com qualquer investigado, réu ou testemunha relacionados aos atos pelos quais responde;
·                   Está proibido de deixar o país e deverá entregar o passaporte;
·                   Terá de comparecer em juízo sempre que requisitado para informar e justificar suas atividades, mantendo informado o endereço no qual poderá ser encontrado;

Decisão
Na decisão que mandou soltar Rocha Loures, o ministro Fachin considerou que não há risco de "reiteração delitiva" por parte do ex-deputado "em face do transcurso de lapso temporal e das alterações no panorama processual".
Fachin também levou em conta decisão da Primeira Turma do STF que substituiu a prisão preventiva de familiares do senador Aécio Neves (PSDB-MG) por medidas alternativas.
"Não sucumbindo por completo os fatos que deram ensejo à decretação da medida extrema [prisão], torna-se imperiosa a sua substituição por medidas cautelares alternativas, nos termos do art. 282, § 6º, do Código de Processo Penal, as quais, neste momento, mostram-se suficientes à garantia da ordem pública", escreveu o ministro.


Antes mesmo de Rocha Loures ser preso, o advogado dele enviou uma manifestação ao Supremo na qual disse que o pedido de prisão, apresentado pela Procuradoria Geral da República, tinha como objetivo "forçar a delação" do cliente.
Após ser denunciado, nesta semana, o presidente Michel Temer fez um pronunciamento no qual se disse "vítima de infâmia de natureza política"; cobrou provas "robustas"; e declarou que a denúncia do MPF é uma "peça de ficção".

Temer também divulgou, nesta sexta (30), um vídeo nas redes sociais no qual afirmou, sem citar nomes, que "alguns" querem parar o país, mas "não conseguirão".

 


Postado por: Giovana M. de Araújo

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Biodiversidade do cerrado


Foto: Poço do Sucuri - Goiás.

O cerrado brasileiro é considerado o segundo maior bioma brasileiro. São 22 por cento do território nacional caracterizados pela diversidade de natureza e de culturas. O Cerrado engloba os estados de Goiás, Distrito Federal, Tocantins, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, a faixa central do estado de São Paulo, uma pequena porção no Paraná, sul do Maranhão, oeste da Bahia e enclaves localizados no Amapá e extremo norte do Pará.

O Cerrado é a savana mais rica em biodiversidade do mundo. Estimativas indicam que existem cerca de 10 mil espécies só de plantas no Cerrado. Destas, 45 por cento são exclusivas (endêmicas). As diferentes paisagens tornam o Cerrado um mosaico de beleza incomparável.
No Cerrado, encontra-se um dos maiores patrimônios da biodiversidade mundial. Suas espécies vegetais e animais são conhecidas ancestralmente devido ao seu enorme potencial farmacológico e alimentar. Plantas nativas adaptadas aos longos períodos de seca típicos do clima do Cerrado podem guardar a chave genética para a sobrevivência de espécies em situações de aumento da temperatura global.
Apesar de seu enorme valor para a humanidade, o Cerrado está ameaçado. O desmatamento acelerado nas últimas décadas para a produção agrícola e pecuária, aliado à expansão urbana, reduziram a cobertura vegetal do Cerrado a pouco mais da metade do que foi um dia. Então, quando se afirma que o Cerrado abrange 204 milhões de hectares, não significa que o bioma esteja preservado em toda a sua extensão. Depois da Mata Atlântica, o Cerrado é o bioma brasileiro mais ameaçado pela ação humana.
A região também é estratégica em relação aos recursos hídricos. No Cerrado, nascem os rios que formam seis das principais regiões de hidrográficas brasileiras: Parnaíba, Paraná, Paraguai, Tocantins-Araguaia, São Francisco e Amazônica.
O potencial hídrico do Cerrado dá ao bioma o título de Berço das Águas. Até mesmo a bacia hidrográfica do Amazonas recebe as águas que brotam no Cerrado.

O projeto USUBIO – Uso sustentável da Biodiversidade do Cerrado é um projeto do INPN- Instituto Sociedade, População e Natureza que busca o fortalecimento das comunidades locais do cerrado para a manutenção das funções ecossistêmicas desse bioma.

Esse projeto contribui para o envolvimento das populações locais, por meio do estímulo às discussões sobre o impacto de suas atividades produtivas no âmbito local-nacional e às reflexões para a busca das melhores práticas de gestão e de geração de renda, desenvolvidas a partir do uso consciente dos recursos naturais do Cerrado.
Com isso, as comunidades locais, povos indígenas, assentados de reforma agrária e agricultores familiares do Cerrado transformam-se em protagonistas do projeto. Assim é possível integrar, de forma sustentável, o homem e a natureza.
A execução do USUBIO iniciou-se em abril de 2009, em parceria com o Fundo Finlandês para a Cooperação local, PPP-ECOS, Central do Cerrado, UNB e Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Postado por Carlos PAIM

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Exercício de combate ao terrorismo nas Olimpíadas é realizado em Goiânia

Quase 300 integrantes das Forças Armadas e da Segurança Pública de vários
estados atuam juntos em oficinas que simulam cenários de atentados



A menos de três meses dos Jogos Olímpicos, 280 integrantes das Forças Armadas e da Segurança Pública de vários estados iniciam nesta terça-feira (10) uma atividade em conjunto contra o terrorismo, em Goiânia. As oficinas simulam cenários de possíveis atentados para explorar táticas e técnicas de procedimentos.
- É nada mais do que trabalhar em conjunto e, assim, possibilitar a integração do planejamento. Esse é nosso grande objetivo, obter sinergia de todas as capacidades de enfrentamento ao terrorismo que temos no Brasil no dia de hoje, sejam elas em forças armadas ou órgãos de segurança pública – declarou o comandante do Comando Conjunto de Prevenção e Combate ao Terrorismo, general Mauro Sinotti.
Denominado Exercício Conjunto Interagências de Enfrentamento ao Terrorismo, o procedimento termina na próxima sexta-feira (13). Além de militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, participam integrantes da Força Nacional de Segurança Pública, da Polícia Federal e das policias Civil e Militar do Rio de Janeiro, Amazonas, Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal.Integrante da Companhia de Operações Especiais de São Paulo, o capitão José Luiz Gonçalves explicou sobre um dos treinamentos, que foi realizado em uma pista de tiros.
- Aqui testamos a capacidade operacional do operador [policial]. Ele faz uma progressão usando tiros de pistolas, de fuzil, em várias posições. É uma pista dinâmica, alvejando alvos e ameaças que apareçam durante o trajeto – explicou.
País preparado para o terrorismo
O comandante do CCPCT afirma que o país se prepara há anos para combater o terrorismo. As atividades foram intensificadas desde a Copa das Confederações, em 2013. Sinotti ressalta que o país tem material de alta tecnologia compatível ao usado pelos exércitos mais avançados do mundo.
- Temos uma capacidade muito boa de defesa química, biológica, radiológica e nuclear. Armamento de alta tecnologia para tiros muito precisos e investimentos razoáveis em materiais de comunicação digitalizada – enumerou.
O general garante que o país está preparado para a segurança das Olimpíadas e nos Jogos Paralímpicos.
- Estamos preparados para os dois momentos importantes. Estamos realizando um trabalho preventivo com apoio de inteligência do sistema brasileiro de inteligência, cujo órgão central é a Abin, que nos provem toda a inteligência necessária para o trabalho preventivo, ou seja, estamos atentos a qualquer ameaça que venha ocorrer no sentido de fazer trabalho preventivo. Mas, se algum evento ocorrer, também estaremos preparados para dar a resposta necessária – defendeu Sinotti.
Equipamentos usados nos treinamentos para simular conflitos (Foto: Paula Resende/ GloboEsporte.com)Equipamentos usados nos treinamentos para simular conflitos (Foto: Paula Resende/ GloboEsporte.com)

A ação é acompanhada por representantes das forças militares de 24 países. De acordo com o Comando de Operações Especiais do Exército Brasileiro (Copesp), a presença visa dar uma noção do que está sendo preparado para os Jogos e, de certa forma, tranquilizar a população destas nações.
Em 13 de junho, as tropas partem para o Rio de Janeiro, onde ficam até setembro. Elas vão atuar nos 42 campeonatos das Olimpíadas e nos 23 das Paralimpíadas.
GLOBOESPORTE
Postado por: Ygor I. Mendes

terça-feira, 10 de maio de 2016

Manifestantes protestam a favor de Dilma Rousseff, em Goiânia

Organizadores calculam presença de 20 pessoas; PM não fez estimativa.
Grupo se reúne no Centro da capital e deve fazer passeata pela cidade.



Um grupo de manifestantes realiza um protesto a favor da presidente Dilma Rousseff (PT), na tarde desta terça-feira (10), em Goiânia. Os integrantes são contra o o processo de impeachment, que eles definem como golpe, e dizem que temem a perda de direitos dos trabalhadores.
Segundo os organizadores, cerca de 20 pessoas participam do ato. Já a Polícia Militar não estimou número de manifestantes até as 16h30.
A concentração começou por volta das 14h30, na Praça dos Bandeirantes, no Setor Central. A previsão é de que eles sigam em passeata até a Praça Universitária, no Setor Universitário e encerrem o movimento com apresentações culturais. 
Os manifestantes são ligados à Frente Brasil Popular e outras entidades sindicais, como a Central Única dos Trabalhadores de Goiás (CUT-GO). Eles utilizam um carro de som e gritam palavras de ordem. O presidente da entidade, Mauro Rubem, defendeu a presidente.
"Estamos aqui fazendo um protesto porque neste país está acontecendo um golpe. O povo tem que entender. Acham que é so para tirar a Dilma? Na verdade, é para mexer nos direitos do povo".
O coordenador de Saúde do Trabalhador do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior do Estado de Goiás (Sint-Ifes GO), Fernando Mota, reforçou o motivo do protesto.
"Sendo a favor da democracia, somos contra o golpe e contra os projetos de lei que tiram os direitos do trabalhador", disse.
G1GLOBO
Postado por: Ygor I. Mendes

sábado, 7 de maio de 2016

Número de mortes confirmadas por H1N1 sobe para 18 em Goiás

Secretaria informou ainda que 108 casos da doença já foram confirmados.
Novas doses da vacina contra a doença chegaram nesta semana ao estado.

número de mortes por H1N1 confirmadas em Goiás subiu para 18, segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO). O boletim registra casos do início de 2016 até a última terça-feira (3). Destes óbitos, sete foram registrados em Goiânia e os demais em outras oito cidades de Goiás. Novas doses da vacina já chegaram ao estado. a preocupar o país.
Depois da capital, Rio Verde foi a cidade que registrou mais óbitos, com três mortes confirmadas pela doença. A terceira cidade com mais mortes, duas confirmadas, éAnápolis. As demais, OuvidorPlanaltina de GoiásIpameriCaldas NovasCatalão eParaúna registraram um óbito por H1N1 cada.
O órgão também confirmou 108 casos da doença no estado. Do total, 46 foram registrados na capital e os demais em mais de 20 cidades do estado. Até o último boletim, no último dia 26 de abril, havia 72 casos confirmados e 13 mortes pela doença em Goiás.
Vacinação
A SES-GO informou ao G1 por meio de nota que 368,2 mil já chegaram a Goiás na última quinta-feira (5) e já começaram a ser distribuídas nas 246 cidades goianas. A previsão é de que outras 95 mil doses cheguem ao estado na próxima semana.
Já a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia disse que chegaram 72 mil doses da vacina nesta sexta-feira (6) à capital. Elas serão distribuídas em 47 unidades de saúde ainda nesta tarde.Confira a lista competa dos postos que receberão a vacina no site da SMS.
Conforme o órgão, a vacinação deve ser retomada na capital na próxima segunda-feira (9). Já foram imunizadas 258 mil pessoas, em Goiânia, o que representa 77% do total do grupo de risco, que tem 332 mil pessoas. A meta da campanha é vacinar pelo menos 80% deste grupo.
No último dia 12, o secretário de saúde, Leonardo Vilela, confirmou que Goiás vive uma epidemia de H1N1. "Podemos falar que hoje estamos em epidemia de H1N1, pelo aumento dos casos e pelo aumento de óbitos. Eu confirmei essa informação com o Ministério da Saúde e é por isso que antecipamos a vacinação".
Desde o início da campanha de vacinação, muitos moradores da capital e do interior do estado enfrentaram longas filas para conseguir se vacinar contra a doença. Por causa do número limitado de doses, alguns não conseguiram se imunizar mesmo aguardando nas filas.
Pacientes enfrentam filas em busca de vacinas contra H1N1, em Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Pacientes enfrentam filas em busca de vacinas contra H1N1 G1GLOBOPostado por: Ygor I. Mendes

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Passagem da tocha altera trânsito e linhas de ônibus em Goiânia; confira

Previsão é tour com a chama olímpica esteja na capital por volta das 16h.
Veja as mudanças e alternativas para passageiros do transporte coletivo.




A passagem da tocha olímpica por Goiânia, nesta quinta-feira (5), alterou o trânsito em algumas vias e, consequentemente, o trajeto de linhas do transporte coletivo. A previsão é que a chama esteja na capital por volta das 16h. No total, 97 condutores irão percorrer 200 metros cada, em um trajeto que começará na Praça do Trabalhador e terminará na Praça Cívica.

O tour da tocha partiu de Brasília e já passou nas cidades de Corumbá de Goiás, Pirenópolis e Anápolis. Nesta quinta-feira o trajeto continua por Itaberaí, Cidade de Goiás e Inhumas até chegar a Goiânia. Clique aqui para conferir os principais pontos de passagem da chama olímpica na capital.
A tocha também deve passar pelas Avenidas Couto Magalhães e 5ª Radial, no Setor Bela Vista. Enquanto no Centro, o percurso vai passar pelas avenidas Goiás, Araguaia e Paranaíba, além dos anéis interno e externo da Praça Cívica e nas Ruas 3, 4, 82 e Dona Gercina Borges.

Conforme a Prefeitura de Goiânia, o tour deve sair da Praça do Trabalhador. Em seguida, a tocha será levada para os setores Oeste, Bueno, Marista, Bela Vista e Centro. O percurso termina na Praça Cívica, onde atrações artísticas vão se apresentar e acontece o show da banda Jota Quest, previsto para as 23h.
No Setor Oeste, a tocha passa pelas Avenidas República do Líbano, Assis Chateaubriand, Alameda dos Buritis e T-7. No Setor Bueno o revezamento acontece nas Avenidas T-7, T-1, T-2, T-10, T-3, T-5 e T-63. Já no Setor Marista, serão interditadas as Avenidas Americano do Brasil, Ricardo Paranhos, 136 e Rua 146.
O anel externo da Praça Cívica ficará bloqueado entre a Rua 10 e a Avenida Goiás, e liberado para circulação entre a Avenida Tocantins e a Rua 83. Os bloqueios fora do percurso serão na Avenida Anhanguera com a Rua 200, sendo liberada apenas a passagem de ônibus do Eixo Anhanguera.
A SMT informou que abrirá exceção para casos de emergência, em que veículos de ambulância e da Polícia Militar precisem chegar até um local que faz parte do trajeto da tocha olímpica em Goiânia. Moradores das regiões incluídas no percurso poderão entrar ou sair de suas respectivas residências, mas não poderão transitar de forma contínua pelo local sem que haja necessidade. O trânsito voltará ao normal assim que o comboio da tocha passar.
Após a passagem por Goiânia, a tocha segue na sexta-feira (6) para TrindadeAparecida de GoiâniaPiracanjubaMorrinhos e Caldas Novas. O roteiro pelo estado de Goiás termina no sábado (7) , nas cidades de Pires do RioIpameri e Goiandira. Depois a tocha segue paraAraguari (MG).

Linhas de ônibus

As interdições no trânsito da capital para a passagem da tocha olímpica também vão afetar a circulação de algumas linhas de ônibus que circulam pela região central nesta quinta-feira. Segundo a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), apenas o Eixo Anhanguera não terá mudanças no atendimento e essa linha será a opção mais ágil para os usuários seguirem aos seus destinos, fazendo integração nos terminais Praça da Bíblia, Praça A e Dergo.
- Terminal Cruzeiro: linhas 019, 016, 006, 010, 008 e 017 serão afetadas. Usuários da linha 019 que seguirem para o terminal Praça da Bíblia podem embarcar nas linhas 020 ou 612. Quem utilizava a linha 016 para ir ao Setor Aeroporto pode pegar a linha 171 e desembarcar no Terminal Praça A. Já os usuários da linha 006 com destino a Avenida Goiás podem embarcar nas linhas 020 ou 612 e descer no terminal Praça da Bíblia e depois pegar o Eixo Anhanguera.
Os passageiros da linha 010 que seguirem ao Setor Campinas podem embarcar na linha 171 e desembarcar no Terminal Praça A. Usuários da linha 008 que forem para a rodoviária podem embarcar nas linhas 020 ou 612, desembarcar no Terminal Praça da Bíblia e depois pegar o Eixo Anhanguera. Os usuários que utilizam a linha 017 para ir à rodoviária podem embarcar nas linhas 020 ou 612 e desembarcar no terminal Praça da Bíblia.


Ainda segundo a CMTC, por conta das interdições no trânsito, os ônibus convencionais poderão apresentar atrasos. A previsão é que a operação volte ao normal a partir das 21h.
Confira abaixo as mudanças nas linhas de ônibus e as alternativas destacas pela CMTC:
- Terminal Bandeiras: linhas 003, 029, 027, 028 e 004.  Os usuários das linhas 003 e 029 com destino à rodoviária podem embarcar na linha 149 e desembarcar no terminal Dergo. Para seguir ao Centro, podem pegar o Eixo Anhanguera. Já os passageiros das linhas 027 e 028 que forem ao Setor Universitário podem embarcar na linha 149, desembarcar no Terminal Dergo e depois pegar o Eixo Anhanguera para chegar ao Terminal Praça da Bíblia.
Os usuários da linha 004 que quiserem ir para a Avenida Araguaia podem embarcar na linha 149, desembarcar no Dergo e depois pegar o Eixo Anhanguera.



- Terminal Isidória: linhas 009, 002, 006, 007 e 014. Usuários da linha 009 que seguirem para o terminal Padre Pelágio podem embarcar na linha 015 e desembarcar no Terminal Praça A. Usuários das linhas 002, 006 e 007 que tiverem como destino a Praça Cívica devem desembarcar no Terminal Cruzeiro.
- Terminal Araguaia: na linha 018, os usuários com destino ao Setor Central podem embarcar na linha 580, desembarcar no Terminal Praça da Bíblia e depois pegar o Eixo Anhanguera para o Setor Central.
Já na linha 003, que também será afetada no terminal Maranata, os usuários com destino à rodoviária devem descer no Garavelo, embarcar nas linhas 020 ou 612 e desembarcar no Terminal Praça da Bíblia, em seguida pegar o Eixo Anhanguera para ir ao Setor Central.
- Terminal Parque Oeste: as linhas 167 e 187 serão afetadas. Os usuários podem embarcar nas linhas 308 ou 182, desembarcar no Dergo e depois pegar o Eixo Anhanguera para ir ao Setor Central ou ao Terminal Praça da Bíblia.
Terminal Recanto do Bosque: as linhas 013, 170 e 180 serão afetadas. Usuários da linha 013 que seguirem para a Avenida Goiás podem embarcar na linha 305, desembarcar no Dergo e depois pegar o Eixo Anhanguera.
Os passageiros das linhas 170 e 180, com destino ao Setor Universitário, podem embarcar na linha 305, desembarcar no Dergo e depois pegar o Eixo Anhanguera.
- Terminal Goiânia Viva: os usuários que quiserem seguir para o Setor Universitário podem embarcar na linha 307, desembarcar no Dergo e depois pegar o Eixo Anhanguera.
As linhas 400 e 401 saindo do terminal Praça A também serão afetadas. Nesse caso, os usuários devem embarcar no Eixo Anhanguera.
- Terminal Garavelo: serão afetadas as linhas 003 a 004. Em ambos os casos, os usuários com destino ao Centro podem embarcar nas linhas 020 ou 612, desembarcar no Terminal Praça da Bíblia e depois pegar o Eixo Anhanguera.
- Terminal Padre Pelágio: Os usuários da linha 009 que tiverem como destino o Terminal Isidória devem embarcar no Eixo Anhanguera, desembarcar no Terminal Praça A e embarcar na linha 015.
- Terminal Vila Brasília: a linha 007 será afetada. Os usuários com destino à rodoviária devem descer no Terminal Isidória, embarcar nas linhas 020 ou 612 e seguir até o Terminal Praça da Bíblia. Em seguida, devem embarcar no Eixo Anhanguera.
Quem estiver no ponto final das linhas Campus com destino ao Centro deve embarcar na linha 105 e descer no Terminal Praça A.


Já os passageiros da linha 014 com destino ao Setor Campinas podem pegar a linha 015 e desembarcar no Terminal Praça A.
- Terminal Praça da Bíblia: serão afetadas as linhas 027, 028, 400, 401 e 019. Os usuários das linhas 027 e 028, com destino ao Terminal Bandeiras, devem embarcar no Eixo Anhanguera, desembarcar no Dergo e pegar as linhas 149 ou 615.
Já os passageiros das linhas 400 e 401 com destino ao Terminal Praça A e Avenida Independência, respectivamente, deverão embarcar no Eixo Anhanguera. Os usuários da linha 019 que seguirem para o Terminal Cruzeiro podem embarcar nas linhas 020 ou 612.
Já os passageiros que estiverem no ponto final Morada Nova, com destino ao Centro, devem embarcar na linha 149 na Avenida Aderup e descer no Terminal Dergo.


G1GLOBO
Postado por: Ygor I. Mendes

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Contrários a novo modelo de gestão, estudantes ocupam 27 escolas em Goiás

Na parede da cantina do Colégio Estadual Lyceu de Goiânia, uma cartolina mostra os horários das refeições para os estudantes que ocupam a escola desde dezembro do ano passado. São quatro: café da manhã, almoço, lanche e jantar. Na última segunda-feira (18), o café que seria servido às 8h30 atrasou duas horas. “Passamos a manhã reunidos com os pais de alunos e alunos que vieram buscar informações na escola”, explica Guilherme*, estudante do ensino médio da escola e um dos primeiros ocupantes do lugar. As aulas começariam na quarta-feira (20) e o clima era de incerteza. Nem os ocupantes nem os pais sabiam o que aconteceria. Horas mais tarde, a secretária de Educação do estado, Raquel Teixeira, anunciaria que o início das aulas seria suspenso nos colégios ocupados.
Tradicional na cidade, o Colégio Lyceu, localizado no centro da capital, foi a terceira escola a ser ocupada por estudantes secundaristas, no dia 11 de dezembro do ano passado. No total, 27 escolas estão ocupadas no estado. A última, o Colégio Estadual Rui Barbosa, foi ocupada na noite de sábado (23), segundo publicações feitas pelos estudantes no Facebook, principal meio de comunicação do movimento.
Os alunos protestam contra o novo modelo de gestão proposto pelo governo, que terceiriza a administração das escolas a entidades filantrópicas, as organizações sociais (OS). Na prática, os repasses públicos passam a ser feitos às entidades, que serão responsáveis pela manutenção das escolas e por garantir melhor desempenho dos estudantes nas avaliações feitas pelo estado. Elas podem inclusive contratar professores e funcionários.
“Não houve diálogo algum. Estamos lutando por melhorias na educação. Estamos cansados de receber migalhas enquanto o dinheiro fica no bolso dos grandes”, diz Guilherme, de 16 anos. Os estudantes pedem que o edital de chamamento das OS, publicado no final do ano passado, seja revogado e que o governo discuta o modelo com a comunidade escolar. “Em São Paulo, as ocupações deram certo, o que temos a perder? Eles acreditaram. Vamos fazer isso porque acreditamos que vai dar certo”, acrescenta.
Dia a dia
O movimento começou no dia 9 de dezembro com a ocupação, em Goiânia, do Colégio Estadual José Carlos de Almeida (JCA), inativo desde 2014. “Eu estudava no JCA quando ele foi fechado, primeiro foi a desculpa de uma reforma, depois de que não havia alunos suficientes para manter a escola funcionando. Eu estava viajando de férias, quando cheguei recebi a notícia de que a escola tinha fechado e que eu seria transferida para o Lyceu”, conta Narryra, 16 anos, uma das ocupantes. A reabertura do JCA também está na pauta de reivindicação dos alunos.
No dia em que concedeu entrevista para a Agência Brasil, Narryra visitava a ocupação do Lyceu pela segunda vez. Embora a mãe incentive a participação dela no movimento, o pai acredita que é perigoso e proíbe a filha de frequentar as escolas ocupadas. “Venho só de dia, não posso dormir”. Ao lado de Narryra, Liz, 17 anos, ex-aluna do Lyceu, complementa: “Pais e alunos acham que aqui é só bagunça, não é”. Recém saída do ensino médio, Liz acabava de saber que foi aprovada em psicologia, na Universidade Federal de Goiás (UFG) pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
A rotina das ocupações inclui a limpeza da escola, oficinas, aulas públicas e eventos culturais que são divulgados pelo Facebook. As ocupações visitadas não tinham mais de 30 alunos em cada, algumas tinham menos de dez. A alimentação vem de doações da comunidade. Segundo os alunos, artistas locais, professores e pais contribuem. Nas portas das escolas, vários cartazes pedem recuo na implantação do modelo das OS e enfatizam: “Educação não é mercadoria”.
No Colégio Estadual Bandeirante, estudantes aproveitaram para mostrar como queriam a educação. Nos banheiros, colocaram cartazes que asseguravam o uso por transexuais, conforme o gênero com o qual se identificam.
Embora a reivindicação principal seja a desistência da implementação das OS, os estudantes usam as ocupações para expor outras demandas, como melhorias na infraestrutura. O Bandeirante foi o colégio com as piores condições físicas visitado pela reportagem, havia várias infiltrações, tanto nos corredores quanto nas salas de aula. Diversas janelas estavam sem os vidros e a pintura do prédio, descascando. A escola foi a penúltima a ser ocupada, no dia 14 de janeiro.
“Por falta de verba, no ano passado, um dos professores estava arrecadando dinheiro para a gente reformar a escola, para a gente mesmo pintar nossas salas e ter um ambiente de ensino mais agradável. Algumas salas conseguiram arrecadar, mas não teve reforma, faltou mobilização”, conta Ranilson, 16 anos, que ocupa o Bandeirante, escola na qual estuda. 

Nas ocupações, também há cuidado com os porta-vozes. Os estudantes definem quem serão e há restrição de captação de imagens e dos nomes a serem divulgados. Há estudantes do ensino superior, artistas e professores universitários e da educação básica que frequentam os locais, mas quem fala pelo movimento é sempre um secundarista, geralmente que estuda ou estudou na escola. “A coisa mais importante é que não estamos filiados a nenhum partido político. Ninguém fala de partido político aqui”, diz Luciano, 17 anos, do Colégio Antensina Santana.
A escola, que fica em Anápolis, é uma das que está incluída no primeiro projeto de administração das OS e deverá implantar mudanças na gestão ainda este ano. No local, professores, funcionários e pais circulam livremente. A escola funcionou normalmente no período de matrícula. A imprensa, no entanto, está proibida de entrar. Luciano recebeu a reportagem da Agência Brasil no portão do colégio. “Temos que ter cuidado, estamos sendo muito pressionados”, diz.
Com o início das aulas, na última quarta-feira (20), a pressão aumentou. A Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce) determinou que as aulas nas escolas ocupadas só começarão quando os espaços forem desocupadas. A secretaria diz que pretende fazer uma vistoria nos locais.
O governo pediu à Justiça a reintegração de posse de todas as unidades. O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) decidiu pela desocupação de três escolas públicas estaduais José Carlos de Almeida, Lyceu de Goiânia e Robinho Martins de Azevedo. Os estudantes que foram notificados na última semana dizem que vão recorrer da decisão.
“A escola é o lugar dos estudantes. Estamos saindo da nossa zona de conforto e abrindo nossa boca. Estamos lutando pela educação, que é um direito nosso”, diz Guilherme.

Organizações sociais

O projeto-piloto do novo modelo de gestão das escolas começará por 23 unidades da Subsecretaria Regional de Anápolis, que compreende também o entorno da cidade. As escolas que fazem parte do projeto-piloto ficam nas cidades de Anápolis, Abadiânia, Alexânia, Nerópolis e Pirenópolis.

“Eu vejo as ocupações com preocupação, claro. Embora, estatisticamente, seja um número reduzido, a rede tem mais de 1,1 mil escolas, se fosse apenas uma escola ocupada, eu me preocuparia do mesmo jeito”, diz a secretária de Educação, Raquel Teixeira.
“Acho que há todo tipo de sentimento nessas ocupações, há os legitimamente inseguros com as mudanças, há aqueles que se aproveitam para uma briga política, às vezes ideológica, às vezes partidária, o que é legítimo e acontece nos movimentos sociais. Recebo com respeito e tenho me colocado à disposição para o diálogo”, garantiu a secretária.
O edital de chamamento das OS foi publicado no Diário Oficial do estado no dia 30 de dezembro do ano passado. A abertura de envelopes será feita no dia 15 de fevereiro.
Apesar de assegurar que está aberta para conversar com os estudantes, professores e pais, a secretária afirmou que não suspenderá o processo.